segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Abro um portão para o paraíso. Sinto cheiro de um jardim morto... Toco o solo pra sentir você mais uma vez.
Lembro que observávamos um céu infinitamente alto e cristalino, da varanda...
E como em outra vida, sou devorado por você. Uma cova profunda. Esse pode ser o fim dos meus sonhos... Você sabe o que quero dizer.
Você queria correr e voar como os pássaros cantam, dançam e brincam...
Deito em você e me deixo ser abraçado. Eu quase posso ouvir o seu silêncio... Sou consumido.
Você queria nadar por ondas que se partem ao litoral...
Memórias assim construídas, em tanta miséria. Vou fechar meus olhos.
Deixe tudo isso ir... Enquanto eu me contento com um sonho de você.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

E eu vou te mostrar um pôr-do-sol,
Se você vai ficar comigo até amanhecer ...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Enterro aqui todos os desejos de uma cobiça devoradora.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Estou perdendo minha visão outra vez...
Você me faz frio.
Você faz sombra no meu muro. Mas eu não vi nada em seus olhos. Eu não entendo nada das suas brincadeiras... Não entendo nada da sua mente vil.
Respire.
Você me faz cego.
Sinta o chover de pecados em cima de mim. Você conhece meu nome, você conhece minha face, você conhece meu ser.
Eu não conheço suas dores. Você as esconde atrás de mim, enquanto eu te sigo.
Eu quero achar meu nome nas suas anotações.
Você me faz um animal sem ventre.
Talvez eu realmente fosse parte do seu sacrifício.
Respire dentro de mim.
Talvez seus olhos brilhem o meu caminho, e assim eu chegue a lugar nenhum.
Então voe para longe, deixe pra trás. Retorne algum dia...
Eu sinto sua essência germinar dentro de mim. Corrompe todo o estado do meu insignificante ser.
Ilumine meu caminho. Leve-me para o paraíso...
E talvez você me deixe assim, tão frio.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Eu vago pelo vazio... Um imenso vazio...
Você se desfaz em pedaços, eu me desfaço em lembranças. Nós somos um só. Parte de um único animal, um único organismo... Uma única matéria.
Eu vejo a escuridão.
Você diz coisas sem sentido. Eu não quero isso... Eu não quero nada disso.
Deixe voar.
E como alguém que já esteve apaixonado, eu me transponho para o outro lado.
Você me vê na escuridão.
E simplesmente, eu decido encarar, tudo o que me encoleriza e quero acabar. E agora, decido desprezar, o que me adoece e não posso curar.
Uma brutal ausência de luz, sem qualquer reflexão.
As águas são meu único espelho, e quando elas estiverem calmas eu poderei ver, o quanto de contos de fadas ainda restam em mim.
Durante a noite eu vejo, o tempo é real. Nós vivemos na escuridão.
Como um espectro indecente, você percorre distâncias imensuráveis. Um grito foge de ti, até lugares abandonados. Eu capto um olhar seu, e agora ele me assombra...
Neste mundo de esquecidos.

domingo, 27 de julho de 2008

Os rios estão transbordando.
Você grita em silêncio através da janela. Eu ouço sussurros da sua insanidade. Não é a primeira vez que ouço mentiras.
Seus olhos ardentes me atravessam, eu nunca pensei que isso morreria. Que imbecíl.
Eu me desprendo dos teus olhos. Eu me desprendo do teu ego.
Observo o meu aquário se desfazer em pedaços. Milhões de reflexões de luz... Milhões de cristais.
Você está apenas cansada, como uma pedra velha.
Acendem as luzes. Ninguém sabe o que está acontecendo.
Você não teme que o tempo esteja acabando?
Se você está oprimida, não deixe eles descansarem. Mostre para eles o que você tem.
Você não entende?
Nós estamos perdidos. Não há nada que eu possa fazer... Não há nada que eu queira fazer.
Você está corroendo por dentro. Quem está procurando por um significado? Por dentro todos estamos morrendo.
Eu estou te consumindo... Sua fraqueza, sua derrota. Eu tomo sua alma para minha coleção.
Viajando junto desta espiral do tempo. Retornando para o lugar onde sonhamos.
Nossos sentimentos desaparecem em cinza... Apenas deixe ir.
Ninguém pode escapar do que nós fizemos. Neste sonho de plástico.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Eu estou me suicidando, mas sempre quem morre é o espectador.